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sábado, 13 de abril de 2013


Mobilidade reduzida em Natal



A grávida Josicléia Dias  teve de sair da calçada para seguir adiante com o filho nos braços.  “É muito pouco espaço para passar e ainda corro o risco do carro me pegar”, afirmou Josicléia.  Na avenida Prudente de Morais as calçadas, em sua maior parte, são largas, dentro dos padrões mínimos exigidos. Mesmo assim, não é tão fácil transitar em alguns pontos.

Como trata-se de uma artéria de fluxo comercial, muito carros estacionam na calçada. “Quem anda a pé tem de dar a volta pela rua, imagine para um cadeirante, como é que fica isso”, disse o vigilante José do Nascimento Venâncio. Em outras ruas também foram constatados problemas, como na rua Romualdo Galvão, entre a rua Alberto Silva e avenida Alexandrino de Alencar, onde as calçadas são desniveladas. Já na Avenida Presidente Bandeira,  o “coração” do Alecrim, o maior problema é o acúmulo de bancas e quiosques no passeio público.

Padronização

Essa “desordem urbana” está com os dias contados. Pelo menos, parte dos problemas de acessibilidade das calçadas poderão ser sanados a partir da execução de projetos incluídos em dois PACs do governo federal: o da Copa do Mundo e o de Pavimentação e Qualificação de Ruas, que tramitam no Ministério das Cidades, como vem anunciando o prefeito Carlos Eduardo Alves.

Segundo o prefeito, 155 quilômetros de calçadas serão padronizadas em toda a cidade, dos quais 45 km no entrono de 500 metros do estádio Arena das Dunas, num investimento de quase R$ 2 milhões.

A padronização começa por Petrópolis, com a urbanização e obras de acessibilidade da Ladeira do Sol, ruas Dionísio Filgueira, Afonso Pena, Romualdo Galvão e Prudente de Morais até o estádio Arenas das Dunas, em  Lagoa Nova. Esse projeto está incluído no Lote 2 do PAC Mobilidade, que prevê construção de viadutos, túneis e drenagens de ruas e lagoas pluviais. Além disso, serão padronizadas as calçadas no eixo do binário que vai passar pelas ruas São José, Romualdo Galvão, Coronel Estevam/Caicós e Amintas Barros/Antonio Basílio; e nas avenidas Bernardo Vieira, Capitão Mor-Gouveia, Jaguarari e Xavier da Silveira.

Promotoria fará campanha para debater acessibilidade
A coordenadora do Centro de Apoio à Pessoa Deficiente do Ministério Público, promotora Rebeca Nunes Bezerra, disse que, ao contrário do que se pensa, o maior fluxo de um ponto a outro da cidade não é motorizado. As pessoas caminham a pé, e muito. “A gente pensa que a maior locomoção é de carro ou de ônibus, mas não, o maior meio de transferência de um lugar para outro, é do pedestre através das calçadas”, disse ela.

Rebeca Bezerra disse que a questão da acessibilidade tem avançado muito nos edifícios, mas não adianta construir ilhas de acessibilidade. “A gente vai ter de ter um olhar diferençiado para as calçadas, para o cidadão sair de um ponto a outro”, afirmou a promotora. Segundo ela, “não adianta trabalhar acessibilidade das escolas, se o aluno não puder sair por uma calçada, pelo sistema de trasporte coletivo para chegar até à escola”.

Ela disse que o Ministério Público ainda não tem informação e nem obteve acessos aos projetos anunciados pela prefeitura, mas afirmou que, certamente, o MPRN vai acompanhar à sua execução. A Promotoria, segundo ela, já está preparando uma campanha de divulgação dos direitos das pessoas deficientes em relação a acessibilidade, que inclui um cronograma de audiências públicas. 

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